Berganês: O triunfo científico e econômico da ovinocultura pernambucana

Nascido no Sertão do São Francisco, o Berganês é muito mais que uma raça ovina: é um patrimônio genético, científico, econômico e cultural construído ao longo de mais de 40 anos por criadores, pesquisadores e instituições comprometidas com o desenvolvimento do Semiárido.

Conhecido como o “Carneiro Boi”, o Berganês se destaca pelo seu porte, rusticidade, adaptação ao clima semiárido e pela extraordinária qualidade da carne, reconhecida pelo elevado marmoreio, maciez, suculência e sabor. Características que vêm conquistando consumidores, frigoríficos e chefs de cozinha de todo o país.

Hoje, a raça já reúne cerca de 2.648 animais distribuídos em 12 estados brasileiros e envolve 98 criadores. Somente em Dormentes, berço do Berganês, a atividade movimenta mais de R$ 24 milhões por ano, gerando emprego, renda e fortalecendo a economia rural.

O reconhecimento oficial pelo Ministério da Agricultura representa um marco histórico para Pernambuco. Além de preservar um patrimônio genético genuinamente sertanejo, a homologação valorizou os animais, que passaram a alcançar preços até três vezes maiores que os praticados anteriormente.

A trajetória do Berganês teve início com o trabalho pioneiro do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e ganhou força através das pesquisas coordenadas pelo Dr. Paulo Alves Nogueira Filho, em parceria com o IF Sertão-PE, sob a liderança do professor Dr. João Bandeira de Moura Neto, resultando em dezenas de TCCs, dissertações, teses e artigos científicos que consolidaram uma das maiores bases de conhecimento sobre uma raça ovina desenvolvida no Semiárido brasileiro.

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), também contribuiu decisivamente para essa conquista, investindo R$ 195.470,00 na estruturação do controle genealógico e no fortalecimento institucional da raça.

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Mutirão em Sirinhaém facilita acesso ao CAF para agricultores familiares

O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) realizou, no Engenho Canoa, zona rural de Sirinhaém, um mutirão especial dedicado à emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). A ação, que aconteceu no dia 20 de maio, das 8h às 16h, garantiu a regularização documental de diversos produtores locais, assegurando que eles tenham acesso rápido e simplificado aos seus direitos.

O CAF é o instrumento fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar, funcionando como a “identidade” do agricultor. É por meio dele que o produtor acessa políticas públicas essenciais, como linhas de crédito facilitado, programas de aquisição de alimentos, assistência técnica e benefícios previdenciários.

Com essa iniciativa, o IPA reafirma seu compromisso de levar cidadania ao campo, desburocratizando o acesso ao documento que abre portas para o desenvolvimento e a sustentabilidade das famílias rurais.

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PAA: Governo de Pernambuco, IPA e MDS dão início às compras do segmento Indígena na Aldeia Julião, no Território Kapinawá

TUPANATINGA (PE) – A manhã de hoje marcou a continuidade e o fortalecimento das ações de soberania alimentar e apoio à agricultura familiar no Agreste do estado. Em uma ação conjunta entre o Governo de Pernambuco, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), teve início mais uma etapa de execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) direcionada ao segmento Indígena. As compras foram realizadas diretamente na Aldeia Julião, localizada no Território Kapinawá, em Tupanatinga, consolidando uma iniciativa que visa valorizar a produção tradicional dos povos originários e garantir renda direta aos produtores locais. Toda a produção adquirida nesta etapa tem um destino estratégico: o abastecimento da Escola Indígena da Aldeia Julião, garantindo que as crianças e jovens da comunidade tenham acesso a uma alimentação saudável e culturalmente adequada.

O início das entregas revelou a diversidade e a qualidade da produção da aldeia, trazendo da terra para a mesa uma rica variedade de alimentos cultivados com respeito à ancestralidade e ao meio ambiente. Entre os itens adquiridos pelo programa, destacam-se a macaxeira e o milho verde, bases da culinária tradicional, além de feijão verde fresco, frutas da época — como banana, mamão e melancia — e uma ampla variedade de hortaliças e verduras, a exemplo de coentro, alface e tomate. O cardápio ganha ainda mais identidade com a inclusão de bolos tradicionais e doces artesanais, que agregam valor ao saber fazer local, além de derivados essenciais como a goma de mandioca e a farinha.

Mais do que uma transação comercial, o atendimento a este segmento específico do PAA se consolida como uma ferramenta essencial de segurança alimentar e nutricional. Ao conectar os agricultores indígenas diretamente à escola da própria aldeia, o programa cria um ciclo virtuoso que combate a vulnerabilidade social ao mesmo tempo em que fomenta a economia interna do território. Para o IPA, o MDS e o Governo do Estado, a execução do PAA voltada aos povos originários é uma prioridade que une o suporte técnico no campo ao compromisso social, reforçando que o consumo do que se planta no próprio território fortalece a identidade, a saúde e o futuro do povo Kapinawá.

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Trabalho do IPA com dessalinizadores ganha destaque no Bom Dia Pernambuco

O compromisso do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) com a transformação da vida no campo foi tema de reportagem especial no Bom Dia Pernambuco. A matéria destacou como o trabalho de extensão rural, aliado à implementação de dessalinizadores, está garantindo água de qualidade e autonomia produtiva para famílias rurais no município de Capoeiras, no Agreste do estado.

Ciência e organização: o diferencial do IPA

O mote da reportagem foi claro: a tecnologia é essencial, mas é a gestão organizada pelas famílias que garante a mudança duradoura. O IPA atua não apenas instalando equipamentos, mas capacitando os produtores para que a água dessalinizada seja um motor de desenvolvimento para as atividades da agricultura familiar, especialmente na produção de derivados de leite.

A extensão rural desempenha aqui o seu papel mais nobre: o de oferecer orientação técnica constante para que a comunidade possa gerir o recurso com sustentabilidade, transformando o que antes era uma dificuldade — a escassez de água potável — em oportunidade de renda e dignidade.

Transformação real na comunidade

Durante a reportagem, o depoimento da produtora rural Josefa Quitéria mostrou, na prática, como o suporte do IPA altera o cotidiano. A disponibilidade de água tratada permitiu que sua unidade produtiva passasse a operar com mais eficiência e segurança, fortalecendo a economia local e fixando a família no campo com melhores condições de trabalho.

A extensionista Célia Holanda, representante do Instituto na reportagem, enfatizou que o sucesso desse modelo está no protagonismo das famílias, que encontram no IPA o suporte técnico necessário para transformar o dia a dia no semiárido.

Orgulho de servir ao campo

Ver esse trabalho ganhar as telas da TV estadual reforça a importância da missão do IPA. Cada projeto como o de Capoeiras é um reflexo do esforço diário de nossos pesquisadores e extensionistas, que levam ciência e inovação técnica para onde elas são mais necessárias.

O IPA celebra este destaque como um reconhecimento da força da nossa agricultura familiar e do papel fundamental que o Instituto exerce na construção de um Pernambuco mais desenvolvido, sustentável e humano.

Assista a matéria completa a partir dos 22min27s da edição de 20/05/2026: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/bom-dia-pe/

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Revista da Facepe celebra os 90 anos do IPA em nova edição voltada à ciência e sustentabilidade

O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) recebeu um importante reconhecimento em nível estadual por sua trajetória histórica. A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) lançou a 16ª edição da Revista Inovação & Desenvolvimento e incluiu, como um dos seus grandes destaques, uma homenagem especial dedicada aos 90 anos de fundação do IPA.

A publicação da Facepe reconhece e celebra a contribuição histórica do Instituto para a produção de conhecimento científico, para o fomento à inovação no campo e para o desenvolvimento sustentável do Semiárido pernambucano ao longo de quase um século de atuação na extensão rural e na pesquisa.

Ciência, Sociedade e Meio Ambiente

Trazendo como tema central a relação entre ciência, sociedade e oceanos, a nova edição da revista convida o leitor a refletir sobre o equilíbrio climático e a preservação ambiental. Além da homenagem ao IPA, a edição aborda o conceito de cultura oceânica, destacando estudos sobre microplásticos e dinâmica oceânica desenvolvidos pelo Museu de Oceanografia da UFPE.

Outro ponto alto da publicação é a entrevista com o oceanógrafo Moacyr Araújo sobre pesquisas no Oceano Austral que afetam o clima da América do Sul, além de um artigo assinado pela professora Maria do Rosário de Fátima Andrade Leitão (UFRPE), que joga luz sobre o cotidiano de mulheres pescadoras e marisqueiras e a valorização dos saberes tradicionais nas comunidades costeiras.

História que projeta o futuro

Para o IPA, figurar na Revista Inovação & Desenvolvimento ao lado de discussões científicas tão urgentes reforça o papel do Instituto na vanguarda do desenvolvimento de Pernambuco. A homenagem chancela o esforço diário de pesquisadores, extensionistas e do corpo administrativo que transformam a ciência em dignidade e segurança alimentar para o homem e a mulher do campo.

A edição completa da Revista Inovação & Desenvolvimento está disponível através do arquivo para download abaixo ou no portal oficial da Facepe, através do link: https://www.facepe.br/facepe-lanca-16a-edicao-da-revista-inovacao-desenvolvimento-com-foco-na-cultura-oceanica/

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Extensionista do IPA, Iran Xukuru recebe título de Notório Saber pela Universidade de Pernambuco

Em uma cerimônia marcada pela emoção e pelo reconhecimento da ancestralidade, a Universidade de Pernambuco (UPE) concedeu, na última quarta-feira (13), o título de Notório Saber em Cultura Popular e Cultura Indígena a mestres e mestras que dedicam suas vidas à preservação da identidade pernambucana. Entre os agraciados está o engenheiro agrônomo e extensionista rural do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Iran Neves Ordonio, conhecido como Iran Xukuru.

A outorga do título representa um marco de justiça histórica, validando saberes que ultrapassam os muros da academia e vivem nas tradições, nos terreiros e na memória viva dos povos originários. Para o IPA, a premiação de Iran é o reconhecimento de uma trajetória que une a excelência técnica à “Ciência dos Invisíveis” e ao compromisso com a agricultura do sagrado.

Trajetória: Da Academia à Pluriversidade da Mata

Nascido em 1978 em Pesqueira, no sopé da Serra do Ororubá, Iran Xukuru trilhou um caminho acadêmico sólido: formou-se técnico em agropecuária, graduou-se em Engenharia Agronômica e concluiu mestrado em Ciências do Solo pela UFRPE. No entanto, sua maior missão começou em 2006, ao ingressar no IPA como extensionista rural.

Atuando na Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) indígena, Iran desenvolveu um trabalho singular de viés agroecológico-espiritual. Ele é um dos idealizadores do Centro de Agricultura Xukuru de Ororubá (Caxo) da Boa Vista, onde coordena a chamada “Agricultura do Encantamento” — uma prática que enxerga o plantio não apenas como produção de alimento, mas como um ato ritual de conexão com a natureza e os antepassados.

O Guardião das Sementes Ancestrais

Um dos pontos centrais do trabalho de Iran, que ressoa com as diretrizes de preservação do IPA, é a busca por sementes tradicionais. Movido por um pedido de seu avô para reencontrar o “feijão de corda galo de campina”, Iran tornou-se um guardião de variedades ancestrais, catalogando mais de 32 tipos de favas e promovendo a Casa de Sementes Mãe Zenilda.

“Somos natureza. Ao entrar na mata para fazer agricultura, precisamos manter a floresta em pé para que a Natureza Encantada se manifeste”, afirma Iran. Sua atuação no coletivo Jupago Kreká e a sistematização das práticas tradicionais Xukuru demonstram que a inovação no campo pode — e deve — caminhar de mãos dadas com o respeito aos reinos sagrados do solo, das águas e das matas.

Reconhecimento Institucional

A concessão do Notório Saber a um extensionista do Instituto reforça o papel do IPA como um órgão que valoriza a pluralidade de conhecimentos. A atuação de Iran Xukuru no Sertão e no Agreste serve de exemplo para uma extensão rural que é, acima de tudo, humana, afetiva e profundamente conectada com a topografia sagrada de Pernambuco.

O IPA parabeniza Iran Xukuru por esta honraria, celebrando o fato de que sua “desformação” acadêmica em direção aos saberes da mata hoje é reconhecida como uma das maiores riquezas intelectuais do nosso Estado.

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IPA e Embrapa testam algodão resistente à seca na Estação Experimental de Belém do São Francisco

BELÉM DO SÃO FRANCISCO – A Estação Experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) em Belém do São Francisco tornou-se o novo campo de testes para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à cotonicultura. Através de uma parceria estratégica com a Embrapa Algodão, o Instituto iniciou o plantio de um experimento científico focado na seleção de linhagens de algodão tolerantes ao estresse hídrico.

O projeto conta com financiamento do CNPq e integra as ações do convênio de cooperação técnica entre as duas instituições. A pesquisa busca identificar materiais genéticos que consigam manter a estabilidade produtiva mesmo sob condições climáticas adversas, garantindo ao produtor uma alternativa viável para o cultivo no Semiárido.

Tecnologia para o Sertão de Itaparica A utilização da Estação Experimental de Belém do São Francisco permite que os pesquisadores avaliem o desempenho das linhagens em solo e clima típicos da região, oferecendo dados precisos sobre a adaptação das plantas. Durante o ciclo de cultivo, serão monitorados diversos indicadores de resistência e qualidade da fibra, visando selecionar as variedades mais resilientes para futura distribuição.

Para o IPA, o uso de suas estações para pesquisas de ponta reforça o papel do Instituto como hub de inovação para o desenvolvimento rural. O sucesso deste experimento será um passo decisivo para a revitalização da cultura do algodão em Pernambuco, aliando ciência e sustentabilidade para fortalecer a economia agrícola regional e a segurança do produtor frente às irregularidades das chuvas.

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IPA reúne técnicos em Serra Talhada para alinhar metas e melhorias na estrutura regional

SERRA TALHADA – A Gerência Regional do IPA em Serra Talhada realizou, nesta terça-feira (13), uma reunião de planejamento estratégico no auditório de sua sede. O encontro reuniu técnicos dos 11 municípios que compõem a área de abrangência da gerência para discutir o cumprimento de metas e o aprimoramento das condições de trabalho no campo.

Conduzida pelo gerente regional, Paulo Marins, e pelos supervisores Antônio Pereira de Barros e Tito Antonio Ferraz Jota, a reunião teve como foco principal as diretrizes definidas no último encontro de gestores. O grupo debateu as metodologias mais adequadas para potencializar os resultados da extensão rural na região, garantindo que os serviços cheguem de forma eficiente aos produtores.

Infraestrutura e Valorização Durante o encontro, também foram levantadas as necessidades operacionais da equipe. Embora a frota de veículos tenha sido recuperada — garantindo que todos os municípios da regional contem hoje com viaturas em operação —, os servidores pontuaram a importância da atualização de equipamentos de informática, como notebooks e impressoras.

Outro ponto de destaque foi a necessidade de reformas estruturais nas unidades físicas e a atualização da identidade visual do Instituto. O objetivo é facilitar a identificação da marca por parte do público e dos parceiros, além de oferecer um ambiente mais adequado para o atendimento ao produtor.

O gerente regional reforçou o compromisso em buscar soluções para as demandas apresentadas, destacando que o fortalecimento da estrutura física e tecnológica é prioridade para manter a excelência do serviço prestado pelo IPA no Sertão.

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IPA acompanha missão do MDS em agenda de monitoramento do PAA em Pernambuco

RECIFE – O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) deu início, nesta segunda-feira (11), ao acompanhamento da missão técnica do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A agenda, que se estende até o dia 20 de maio, percorre diversas regiões do estado para monitorar a execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), política federal executada pelo IPA em território pernambucano.

O trabalho começou com reuniões de alinhamento e visitas de campo em Itapissuma. A equipe técnica do IPA conduziu os representantes do Ministério ao escritório local e a unidades de entidades receptoras e beneficiários. O objetivo é validar os processos de ponta a ponta: desde a recepção dos alimentos produzidos pela agricultura familiar até a entrega final às famílias atendidas pela rede socioassistencial.

Articulação e Transparência

Como órgão executor do PAA no estado, o IPA desempenha o papel estratégico de conectar a produção do campo às demandas sociais. A presença do MDS em Pernambuco reforça essa articulação, permitindo que o Governo Federal verifique de perto a eficiência da aplicação dos recursos e o impacto direto do programa na segurança alimentar e na renda dos produtores locais.

A missão de fiscalização segue agora para um roteiro que abrange os municípios de Recife, Aliança, Bonito, Gravatá, Cabo de Santo Agostinho, Passira e Rio Formoso. Essa cooperação entre o Instituto e o Ministério é fundamental para o aprimoramento contínuo das políticas públicas, garantindo que o alimento chegue com qualidade e transparência a quem mais precisa.

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