IPA mantém expansão do PAA Quilombola e inicia entregas em comunidades de Afrânio e Carnaíba

O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) consolidou, nesta semana, mais uma etapa importante na interiorização do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Quilombola. Em uma parceria estratégica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Instituto viabilizou o início oficial das operações do programa nos municípios de Afrânio e Carnaíba, beneficiando diretamente comunidades tradicionais e entidades socioassistenciais.

As atividades começaram em Afrânio, na comunidade de Araçá, onde sete agricultores e agricultoras fornecedores iniciaram a comercialização de sua produção. Já em Carnaíba, o programa chegou às comunidades de Brejo de Dentro, Travessão e Abelha, mobilizando 19 produtores quilombolas para o abastecimento de entidades locais.

Atuação do IPA e Impacto nos Territórios

O protagonismo do IPA na execução do PAA Quilombola garante que alimentos saudáveis e frescos cheguem à mesa de quem mais precisa, ao mesmo tempo em que promove a geração de renda dentro dos próprios territórios.

Ao todo, a produção das comunidades de Afrânio e Carnaíba é destinada a quatro entidades recebedoras (duas em cada município), fortalecendo a rede de proteção social e a economia regional. Com essa iniciativa, o IPA reafirma seu compromisso em unir assistência técnica e políticas públicas para transformar a realidade das famílias rurais quilombolas em Pernambuco.

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IPA inicia ciclo do PAA Quilombola com ações do Litoral ao Sertão de Pernambuco

O protagonismo do campo em Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta semana. Desde a última terça-feira (24), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no segmento Quilombola deu a largada oficial em suas atividades de 2026, consolidando-se como a principal ferramenta de soberania alimentar e geração de renda dentro de comunidades tradicionais do litoral ao sertão.

A estratégia do programa vai além da transação comercial: ela coloca o agricultor quilombola no centro da engrenagem de desenvolvimento. O PAA funciona através da compra direta da produção agrícola familiar, que é então destinada a entidades da rede socioassistencial, equipamentos públicos de alimentação (como cozinhas comunitárias) e instituições que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar.

Em Rio Formoso, no Litoral Sul, o programa impulsiona a diversidade produtiva dos territórios quilombolas, garantindo destino certo para colheitas de banana, coco e raízes. Já em Tupanatinga, no Agreste, o foco é a inclusão produtiva que transforma o excedente das safras em dignidade e sustento para as famílias locais.

O marco detalhado deste início de ciclo ocorreu em Carnaíba, no Sertão do Pajeú. Na última terça-feira (24), a Comunidade de Gameleira sediou uma importante reunião na Associação Mulheres Arretadas para tratar da execução do programa, que beneficiará também as localidades de Brejo de Dentro e Travessão I, II e III.

A condução dos trabalhos foi realizada pelos membros da comissão: Cristina Severina, Sandra Farias, Rosa Fausta, Aline Moura, Luciclea Alves e José Paulo, contando ainda com o suporte técnico e institucional de Junior (ATER/IPA de Carnaíba) e de Tereza Veras (Gerência Regional do IPA/Afogados da Ingazeira).

Ficou definido que, em Carnaíba, 17 fornecedores e fornecedoras quilombolas entregarão seus produtos prioritariamente à Cozinha Comunitária e a famílias das próprias comunidades. Ao garantir que o recurso e o alimento circulem dentro do território, o PAA Quilombola reafirma que a ancestralidade e a técnica são os verdadeiros motores da transformação rural em Pernambuco.

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IPA realiza ações do PAA junto a comunidades quilombolas e indígenas no Sertão de Itaparica

Como parte das ações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em execução no Sertão de Itaparica, o IPA tem atuado diretamente com comunidades quilombolas e indígenas do território, entre elas a comunidade quilombola da Ingazeira e a etnia Pankará.

A ação envolve a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares dessas comunidades, com repasse para escolas locais. O objetivo é garantir uma alimentação mais saudável para crianças e jovens, ao mesmo tempo em que gera renda para os produtores. No total, estão sendo investidos R$ 185 mil na aquisição dos alimentos.

As atividades são realizadas com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e das associações locais, com a maior parte dos recebimentos acontecendo no Escritório Municipal do IPA em Ibimirim.

Além da execução do PAA, o IPA também está realizando o levantamento de demandas para emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), a fim de ampliar o acesso das comunidades indígenas e quilombolas às políticas públicas voltadas ao campo, como o Garantia-Safra e futuras etapas do próprio PAA.

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PAA Quilombola é implantado em Pernambuco

O Programa de Aquisição de Alimentos para Quilombolas (PAA), do Governo Federal,  já está implantado em Pernambuco. A presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Ellen Viégas, fez o lançamento oficial nesta quarta-feira (26), na comunidade  Sítio Angicos, em Bom Conselho, no agreste do estado, em meio a comemorações e apresentações culturais.   

O investimento total é de R$1,5 milhão e vai garantir que produtos de qualidade cheguem à mesa de 5.365 pessoas nos municípios de Águas Belas ,Bom Conselho,Lagoa dos Gatos,Lagoa Grande, Mirandiba, Passira ,Rio Formoso, Santa Maria da Boa Vista e Sertânia. 

 Serão contempladas, de acordo com Ellen Viégas, 22 entidades socioassistenciais e escolas cadastradas em territórios quilombolas pelos extensionistas do IPA. 

A presidente explicou a relevância dessa iniciativa. “É uma entrega muito importante para o Governo de Pernambuco, com produtos de excelência e que garantem a segurança alimentar para muita gente”, ressaltando, ainda, que  os alimentos serão adquiridos de 187 agricultores familiares quilombolas.

A representante do Movimento Quilombola em Pernambuco, Márcia do Angico, destacou  a importância de o número maior de contemplados ser formado por mulheres. Já o presidente do  Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-PE), Gilmar Câmara, apontou a necessidade de enfrentar, com programas como esse, uma adversária voraz, que é a fome. 

O presidente das comunidades quilombolas de Bom Conselho, Erivaldo Soares, disse que é um momento especial uma vez que o PAA é específico para esse público. O representante da Fetape, Tavares Leite, disse que é preciso construir juntos o Brasil que o povo tanto precisa.  

A agricultora familiar Margarida Soares da Cruz é uma das contempladas. Ela disse que já participou de outras edições do PAA, mas avalia que esse é especial. “Acho que vai ser muito bom pra gente e para as comunidades vizinhas. A expectativa é muito boa”.

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