Reunião para formação da Cooperativa de Apicultura e Agronegócio de Tamandaré e Litoral Sul

A formação da Cooperativa de Apicultura e Agronegócio de Tamandaré e Litoral Sul (COOAAT – Litoral) foi tema da reunião realizada na tarde do sábado (08), no Forte Santo Inácio de Loyola, município de Tamandaré. O encontro contou com a participação de produtores de Tamandaré, Sirinhaém e Rio Formoso, e apoio do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), UFRPE, SESCOOP/PE, SEBRAE, além da Secretaria de Agricultura e Secretaria de Meio Ambiente de Tamandaré.

Fonte: Núcleo de Comunicação

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A Sustentabilidade do Agronegócio Brasileiro

Nos últimos 35 anos, o Brasil aumentou a sua área cultivada com grãos em 66%, enquanto a sua produção cresceu 360%. Tudo isso é o resultado da pesquisa e desenvolvimento, tecnologia da informação, sistemas de produção sustentáveis e rentáveis, reduzindo custos e utilizando práticas para minimizar e mitigar as emissões de gases favoráveis ao efeito estufa, tais como a recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto na palha, florestas plantadas, fixação biológica do Nitrogênio, tratamentos de dejetos de resíduos animais e práticas de enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas, pilares estratégicos do Programa Nacional da Agricultura de Baixo Carbono.

Com práticas sustentáveis, o Brasil é hoje o celeiro do mundo na produção de proteínas animais, vegetais e fibras para atendar a demanda interna da população brasileira como para abastecer parte significativa da população mundial. Importante destacar que, toda essa produção tende a ser 100% sustentável para atender cada vez mais uma população crescente e exigente em qualidade e o uso de práticas sustentáveis, focado, principalmente, na preservação do meio ambiente para minimizar os efeitos das mudanças climáticas e no aquecimento global.

O Brasil com todas as suas características de água, clima e solo é o único país do mundo, capaz de atender com um crescimento de 40% na sua produção de alimentos de origem animal e vegetal para suprir as necessidades da segurança alimentar e nutricional de uma população estimada em 9 bilhões em 2050. Tais vantagens comparativas e competitivas do agronegócio brasileiro gera discórdias e disputas dos nossos concorrentes externos. Com toda proteção e barreiras tarifárias, sanitárias e fitossanitárias nenhum deles será capaz de nos vencer, tanto em qualidade, produção e produtividade de nossas lavouras e dos nossos rebanhos.

Não custa relembrar que, o nosso agronegócio, seja ele familiar ou em larga escala, é responsável por alimentar a população do Brasil e, grande parte do mundo, seja com proteína animal, proteína vegetal e fibras. Por exemplo, somos o 1º. maior produtor e 1º. exportador mundial de açúcar, café e suco de laranja; o 2º. maior produtor e o 1º. maior exportador de carne bovina, carne de frango e soja em grão; somos o 3º. maior produtor e o 3º. maior exportador de milho; somos o 4º. maior produtor e o 2º. maior exportador de farelo de soja, óleo de soja e algodão, e o 4º. maior produtor e o 4º. maior exportador de carne suína.

O furacão do mundo, hoje, está voltado para as queimadas no Pantanal, Amazônia Legal e o Cerrado brasileiros em diferentes estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas, Goiás, Tocantins, Bahia e Piauí, por exemplo. Mas, é importante destacar que, tudo isso não pode ser creditado ao governo atual, pois são ocorrências recorrentes todos os anos, causados, principalmente, pelas altas temperaturas, baixas umidades do ar, incêndios criminosos, mas, acima de tudo, por uma falta de política ambiental do atual Ministério do Meio Ambiente, assim como do governo central. Não podemos esquecer da famosa frase do Ministro do Meio Ambiente para burlar toda a legislação ambiental brasileira “onde passa um boi, passa uma boiada”. Um irresponsável que deveria pagar pela sua incompetência e pela destruição de toda credibilidade do Brasil junto aos diferentes organismos nacionais e internacionais.

Diante desses exemplos podemos afirmar que, o agronegócio brasileiro, com práticas cada vez mais sustentáveis irá crescer cada vez mais, sem precisar cortar uma simples árvore para ser e continuar como o mais importante produtor mundial de alimentos.

GABRIEL ALVES MACIEL, PhD, PESQUISADOR DO IPA, MEMBRO DO CONSELHO SUPERIOR DA FACEPE E ACADÊMICO DA APCA.

Fonte: Núcleo de Comunicação

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Artigo: PIB do Agronegócio brasileiro em tempos de pandemia

Em artigo recente de minha autoria publicado pela Folha de Pernambuco mostramos que, a pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID 19) parou todas as atividades em todos setores da economia nacional, exceto o da agropecuária. Segundo o CEPEA, o Produto Interno Bruto- PIB, do agronegócio brasileiro cresceu 3,81% em 2019, uma alta importante após dois anos sucessivos de resultados desfavoráveis para o setor, que vinha sofrendo com preços relativos cada vez menores. Com esse desempenho, em 2019, o PIB do agronegócio representou 21,4% do PIB brasileiro total.

De acordo com o mesmo estudo, o grande destaque do agronegócio em 2019 foi o ramo pecuário, que cresceu expressivos 23,71%. Os volumes exportados de carne suína, bovina e de aves aumentaram 16%, 15% e 4%, respectivamente, em 2019. Ao mesmo tempo, os preços em dólares das carnes suína, de aves e bovina cresceram 13,6%, 5% e 3,7%, respectivamente.

Por outro lado, em 2020, mesmo com a pandemia causada pela COVID 19, a pecuária vem tendo uma participação altamente significativa para o PIB do agronegócio brasileiro. Teve um aumento de 3,3% no primeiro trimestre desse ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

Em uma análise conjunta envolvendo a pecuária e a agricultura, observamos que o agronegócio foi o único setor a registrar alta no PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2020. A soja, mais uma vez, foi a grande responsável por esse crescimento, a qual tem, inclusive, perspectiva de um recorde de produção para esse ano. As outras atividades da economia como indústria e serviços registram uma redução como resultado dos efeitos colaterais causados pela pandemia. Os principais estudos do IPEA, IBGE e MAPA mostram que, no pior dos cenários da pandemia do coronavírus, o PIB do setor agropecuário terá um crescimento de 1,3% no ano em curso.

Estudos recentes do MAPA mostram que, o Valor Bruto da Produção Agropecuária em 2020, VBP, com valores atualizados no mês de junho, deverá atingir R$ 704,7 bilhões, alta de 8,5% em relação a 2019, sendo um recorde para a série histórica iniciada em 1989.

O VBP da produção das lavouras teve crescimento de 10,4% com um valor de R$ 676,6 bilhões, enquanto que a pecuária avançou 5,4%, chegando a R$ 234,9 bilhões. Os dados do VBP, também, mostram a liderança regional do Centro Oeste com 222,2 bilhões, seguido pela região Sudeste com R$ 174,9 bilhões, o Sul com R$ 167,7 bilhões, o Nordeste com R$ 67,2 bilhões e a região Norte com R$ 44,6 bilhões.

Esses valores foram resultados de condições climáticas favoráveis na maior parte das áreas produtoras nas diferentes regiões, assim como pelos preços favoráveis dos produtos agrícolas e das carnes brasileiras. Importante destacar que, o PIB do Brasil em 2019 foi de R$ 7,3 trilhões.

GABRIEL ALVES MACIEL

PESQUISADOR DO IPA, MEMBRO DO CONSELHO SUPERIOR DA FACEPE, MEMBRO DA APCA E EX-SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MAPA.

Fonte: Núcleo de Comunicação

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